A Glock Perfeita?

A Glock 19X – “X de CROSSOVER”

A G19X é literalmente o cruzamento – “crossover ” – dos modelos G19 e G17. Do modelo 19 pegou-se o ferrolho e do modelo 17, a armação.

 

Com isso obteve-se uma série de vantagens que diversos “especialistas de internet” não viram, e se concentraram em reclamar. 

Aliás, acredito que a G19X tenha sido a pistola da Glock mais criticada até hoje. Não só pela cor “coyote”, que uns gostam, mas outros não (eu particularmente acho linda), mas porque esses “pseudo-especialistas”, antes de atirar com a 19X, queriam uma “crossover” inversa: o ferrolho da 17 e a armação da 19. Assim, os “entendidos” desejavam uma pistola com um cano e a distância entre miras maior, que para eles acarretaria em uma maior precisão, mas com uma armação menor, facilitando o porte velado deles.

 

O que a vista curta desses críticos, cujo 90% da experiência deve ser virtual, custava a entender era que a 19X é a versão civil da Glock 19 MHS, desenvolvida com o propósito de atender o exército americano, para porte ostensivo, além do que, a versão que deveria ser desenvolvida pelos engenheiros da Glock, na opinião dos “especialistas de internet” teria exatamente as reações físicas contrárias que beneficiavam o projeto da 19X!

A verdade nua e crua é que essa meia polegada de diferença entre os canos da 17 para 19 não interfere absolutamente em nada em um combate a curta distância. Essa insignificante diferença na distância entre a massa e alça de mira – “sight radius” em inglês – não passa de uma ilusão para pistolas de serviço, porte velado ou mesmo para esporte de tiro dinâmico! Obviamente que para tiros de precisão a distâncias superiores a 50 metros faz, mas obviamente que uma pistola de porte não se aplica para esse último caso.


O maior viés, desse projeto mitológico dos “entendidos”, seria a menor precisão em sucessivos disparos rápidos, pois com um ferrolho maior, com mais massa e uma armação menor, o atirador ficaria com menos “grip”, ou seja, menor alavanca, e consequentemente maior recuo e dificuldade de controlá-lo. São as leis da física...


Atirando com a GLOCK 19X

A Glock 19X foi minha primeira arma 9mm, e logo nos primeiros disparos, é possível perceber o brilhantismo do projeto! A arma é estável, com empunhadura muito confortável, mesmo para mãos grandes. O retém do ferrolho é ambidestro e o retém do carregador reversível para canhotos. A textura é padrão geração 4 (que se manteve na geração 5). A partir da 19X, foi incorporado um novo cano à suas pistolas, o “Glock Marksman Barrel”, que em teoria é mais preciso.

Após poucos disparos de ambientação, foi possível partir para o tiro de combate! Tiros rápidos, tiros duplos – “double tap”, e tiros triplos – “Mozambique Drill” (dois disparos no peito e um no crânio)... a pistola é incrível!


Efetuei 800 disparos em um único dia, durante um curso operacional, e se pudesse atiraria mais 800 tiros no mesmo dia! A arma exala confiabilidade e precisão.  


Para o tiro esportivo, nas categorias que não permitem armas modificadas, a 19X também se sai muito bem, devido à grande capacidade e o recuo fácil de controlar. 

GLOCK G19x g5:

Quando o Exército Norte-Americano viu a necessidade de substituir suas pistolas Beretta M-9, lançou o programa MHS – “Modular Handgun System”, ou Sistema de arma curta modular. 


Os requisitos do programa praticamente descreviam a SIG P320, e para entrar nesse programa, outros fabricantes teriam que modificar suas pistolas para atender o chamamento. 


Dessa forma, a Glock desenvolveu a Glock 19 MHS, que unia as características de seus modelos G19 e G17, além de uma série de melhorias, que mais tarde viriam a ser lançadas no mercado civil como a geração 5 da Glock.

Glock MHS – note a tecla do registro de segurança

Apesar das modificações nas suas pistolas, a fabricante austríaca, no entendimento do Exército Norte-Americano, não atendeu o quesito modular, além da proposta dela ser $100 milhões de dólares americanos mais cara que a proposta suíça (a SIG Sauer AG é a antiga Swiss Arms AG).


A Glock não tinha planos para lançar o modelo MHS para o mercado civil, porém com sua exclusão do programa, os planos mudaram, dando ao mercado civil um novo modelo:

Antes de reclamar de uma arma, o atirador deve estar no limite máximo de sua técnica, ou como os norte-americanos dizem:

 

“More training, less complaining”

Saudações,

José Motta Jr

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